O dia em que Mr. Bell pulou no túmulo (ou “A Apple reinventa o telefone”, como preferir…)

Finalmente às 3:00 de hoje eu consegui assistir ao keynote e agora tenho condição de reiterar minhas impressões iniciais do post de ontem de noite… Vamos a elas:
O iPhone aparenta ser espetacular!
Eu acompanho o mercado de celulares há algum tempo e sinceramente não lembro de um lançamento tão espetacular como o iPhone… As demonstrações apenas nos deram uma prévia do que o iPhone faz, pois acredito que a versão “embarcada” do OS X tem potencial para superar qualquer outro da atualidade, tanto nos smartphones quanto nos PDAs. Se não bastasse isso, de quebra ainda vem um iPod (perfeitamente integrado ao dispositivo!) e um pacote web que não tem precedente num dispositivo móvel dessa categoria.
Quanto ao aparenta em itálico lá em cima, só quando de fato o iPhone estiver disponível poderemos confirmar na prática todo o seu potencial, além do que, alguns detalhes me chamaram a atenção:
A bateria do iPhone será substituível como todos os celulares atuais, ou será igual aos iPods?
Um dispositivo que faz tudo aquilo que vimos ontem nas demonstrações, demanda muito processamento. Como será em condições reais, o consumo de bateria?
Além disso, o iPhone é bem compacto, portanto como será o fator dissipação de calor?
Haverá algum tipo de compatibilidade com a enorme quantidade de softwares Java disponíveis, como no sistema Symbian?

Nenhum smartphone atual é comparável ao iPhone!
A interface dele é algo que eu sempre sonhei num celular, na verdade supera as expectativas que eu sempre tive. O design é simples e elegante (Apple style…) e as dimensões são incríveis para um dispositivo desse nível! Se pegarmos o Nokia N80, de cara já dá para ter uma boa idéia de quão fino é o iPhone…
E como eu já disse, o fato de rodar o Mac OS X, abre uma gama de possibilidades nunca vista nos smartphones atuais.


O iPhone não chegará aqui nunca…
Ok, ok, pode soar pessimista, mas a possibilidade de um iPhone desembarcar por essas bandas de maneira oficial é remota por 3 simples motivos:
1- Até 2008 (pelo menos) a Cingular terá exclusividade na venda dos iPhones, fidelizando seus clientes por 2 anos. Muito provavelmente a Apple não venderá diretamente unidades desbloqueadas enquanto esse contrato de exclusividade estiver vigente. Afinal, qual seria a vantagem de comprar um celular bloqueado na Cingular, se na AppleStore ali do lado tem ele por um preço um pouco maior mas sem contratos de fidelização?
2- Para chegar aqui com um preço razoável, o iPhone terá que ser subsidiado por alguma operadora local. Não esqueçam que US$ 499,00 é o preço já subsidiado pela Cingular, graças ao contrato de fidelidade de 2 anos.
3- A grande sacada do iPhone, são os serviços que ele oferece em parceria com a Cingular, Yahoo e Google. Portanto, dependemos que esses serviços sejam oferecidos aqui.
Eu estou rezando para que eu erre completamente os 3 itens acima!
Nosso mercado de telefonia é gigantesco e lucrativo, então há esperança, mesmo que pequenininha…


Não dá para falar mais nada por enquanto, tudo que eu disser não passará de suposição até junho desse ano, mas uma coisa é certa, a Apple está entrando num mercado um pouco diferente do seu, onde os concorrentes são extremamente agressivos e competentes. Não pensem que Nokia, Sony Erissson, Motorola e até mesmo os coreanos Samsung e LG ficarão apenas assistindo a tudo deslumbrados como nós estamos.
Nesse exato momento todos eles já estão correndo atrás, pois a Apple já disparou na dianteira.


31 de Março de 2007 @ 22:33
[…] No meu primeiro artigo sobre o iPhone, eu já tinha comentado algo parecido e, em parte, concordo com ele sobre os riscos envolvidos na entrada da Apple nesse novo mercado. […]